Quase metade é chefe de família. Uma em cada três mães cria os filhos sem parceiro(a). Uma em cada três exerce trabalho remunerado. E uma em cada seis considera ter sofrido violência por ser mulher nos últimos cinco anos. Este retrato resulta de uma pesquisa domiciliar probabilística realizada com uma amostra de 1.430 mulheres, representativa das 81.638 mulheres de 18 anos ou mais residentes no município.
Toque em um cartão para abrir o gráfico completo e entender o indicador.
Escolha um indicador para colorir o mapa e clique em um distrito ou bairro: o cartão ao lado mostra o valor selecionado, e o painel abaixo compara todos os indicadores do território com a média de Maricá. Os valores por distrito e bairro são estimativas calculadas pelo IDR a partir dos microdados ponderados da pesquisa e não constam no Relatório Geral. Bairros com menos de 30 entrevistas aparecem com contorno tracejado e aviso de amostra pequena: seus percentuais são apenas indicativos e devem ser lidos com cautela. Divinéia, Manu Manoela e Ponte Preta ainda não têm limite desenhado neste mapa.
Clique em um distrito no mapa.
Identidade, educação, trabalho, cuidado, saúde, violência e mães atípicas: os principais achados da pesquisa, tema a tema.
A mulher maricaense típica se autodeclara parda (41,2%) ou branca (40,0%), tem 45 anos ou mais (faixas que reúnem 68,1% das mulheres adultas do município: 31,8% entre 45 e 59 anos e 36,3% com 60 anos ou mais) e, em 77,5% dos casos, professa alguma religião, principalmente a evangélica (48,0% das que têm religião).
A maioria (84,2%) tem filhos, geralmente já adultos, e quase metade (49,2%) é a principal responsável pelo domicílio. Entre as chefes de família, a maioria (cerca de 65%, segundo a amostra) é a única pessoa que contribui para a renda do domicílio.
Percentual estimado de mulheres de 18 anos ou mais em cada faixa de idade (estimativa populacional).
Complementos: 52,1% residem no município há mais de 10 anos · 19,0% têm alguma deficiência ou condição de saúde que requer apoio permanente (82% com acesso a tratamento, majoritariamente pelo SUS) · cerca de 20% precisam emitir algum documento, sobretudo o Registro Geral (RG).
Quase metade das mulheres (44,8%) tem o ensino médio ou profissionalizante como nível de escolaridade; 23,8% têm ensino superior e 4,1%, pós-graduação. Mas 26,6% interromperam os estudos em algum nível, na maioria dos casos, ainda no fundamental.
O motivo mais citado para abandonar a escola não foi falta de vontade: 40,4% precisaram trabalhar. Falta de estrutura e acessibilidade (12,4%), necessidade de cuidar de familiares (12,4%) e gravidez (12,2%) vêm em seguida. Hoje, apenas 4,4% das mulheres adultas do município seguem estudando.
Motivos citados pelas mulheres com ensino incompleto ou que nunca estudaram (N̂ = 30.455). Pergunta de múltipla resposta: os percentuais não somam 100%.
Apenas 34,6% das mulheres exercem atividade remunerada, índice que sobe para 45,8% quando se considera só a população em idade potencialmente ativa (18 a 59 anos; dado amostral, Tabela 4), já que Maricá tem parcela expressiva de idosas aposentadas.
Entre as que trabalham, quase metade (47,7%) é autônoma, e 63,7% dessas autônomas estão na informalidade. A renda pessoal é baixa: 51,1% ganham menos de um salário mínimo. Ainda assim, 79,6% dizem ter autonomia financeira.
No empreendedorismo, 25,8% já tiveram ou têm negócio próprio, sobretudo no setor alimentício. Entre as que têm um negócio hoje (12,0% das mulheres), cerca de 70% não contam com reserva financeira para emergências. E 20,2% das mulheres relatam insegurança alimentar grave em casa.
Percentual estimado de mulheres em cada faixa de renda pessoal mensal, sem contar benefícios sociais (SM = salário mínimo).
37,48% das mulheres dedicam mais de 12 horas por dia ao trabalho nos dias úteis; nos fins de semana, esse índice é de 30,03%.
30,1% exercem cuidado não remunerado de alguém, e quase metade delas (49,8%) cuida de crianças entre 4 e 12 anos. Apenas 12,3% dessas cuidadoras contam com ajuda de outra pessoa.
Entre as mulheres em geral, 53,9% não têm nenhuma rede de apoio, e 34% já recusaram trabalho ou estudo por essa falta de suporte. Quatro em cada dez dizem dedicar só até uma hora por dia a si mesmas nos dias úteis.
Percentual de mulheres em cada situação de trabalho e cuidado, segundo a pesquisa.
Três em cada quatro mulheres fazem acompanhamento médico regular, e 57,5% avaliam o acesso à saúde no município como bom ou ótimo. Mas entre as que buscaram atendimento especializado nos últimos três meses, 53,4% tiveram dificuldade, sobretudo em clínica médica e ginecologia/obstetrícia.
Na saúde mental, 24,7% já buscaram apoio psicológico e 59,8% dizem que sua saúde mental seguiu igual após a pandemia. Programas de apoio emocional aparecem como a política pública mais desejada por elas.
Entre as mulheres que tiveram dificuldade para conseguir atendimento especializado (N̂ = 27.431), áreas em que a dificuldade ocorreu. Pergunta de múltipla resposta: os percentuais não somam 100%.
Três em cada quatro mulheres (74,1%) se sentem totalmente seguras no próprio bairro. Ainda assim, 17,1% relatam ter sofrido algum tipo de violência por ser mulher nos últimos cinco anos.
Pouco mais da metade já ouviu falar dos serviços da Casa da Mulher Heloneida Studart (50,7%) ou da Ronda Maria da Penha (54,9%), e 83,2% consideram muito importante a criação de uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher no município.
O gráfico ao lado consolida as perguntas sobre violência testemunhada contra outras mulheres nos últimos 12 meses anteriores à pesquisa. Em todos os contextos, a maior parte dos casos testemunhados envolve exclusivamente agressores homens: de 57% (ameaças por parentes) a 88% (abordagens desrespeitosas). Nos casos com parceiros ou ex-parceiros íntimos, esse índice fica entre 79% e 85%.
Situações de violência contra outras mulheres testemunhadas nos últimos 12 meses anteriores à pesquisa. No botão "Perfil do agressor", veja em cada situação o percentual de casos em que o agressor era um homem.
Cerca de 19% das mulheres têm alguma deficiência ou condição de saúde que requer apoio permanente. Entre elas, predominam doenças crônicas ou raras (52,4%) e deficiência física (20,6%).
A maioria (84,2%) tem filhos. Entre as mães, 13,6% têm pelo menos um filho com deficiência ou com condição de saúde que requer apoio permanente, sobretudo TEA (32,0%), doenças crônicas ou raras (18,6%) e TDAH (16,3%).
Explore cada recorte nos botões ao lado, das mulheres às mães atípicas.
Estimativa de quantas mulheres estão em cada grupo; use os botões acima para trocar o recorte. Nos tipos de deficiência, uma mesma pessoa pode ter mais de um tipo, por isso os percentuais não somam 100%.
O relatório técnico (112 páginas, 122 figuras) segue disponível na íntegra como referência.
Metodologia detalhada, as 122 figuras originais e as considerações finais.
Baixar PDF →Base tratada para pesquisadores e imprensa.
Em preparaçãoDesenho amostral, ponderação e especificações dos testes estatísticos.
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